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Catarina Leitão

Invasive Species

Carpe Diem Arte e Pesquisa, Lisboa, 2010 · Casa das Artes, Vigo, 2011

Invasive Species é uma instalação/livro. Uma caixa dentro da qual cabem todos os desenhos em estrutura de harmónio funciona como um livro gigante. Quando a peça é instalada ocupa o espaço e o espetador pode circular pelo meio das páginas. As folhas de papel, pintadas a aguarela e tinta sumi, têm aberturas e possibilitam a transformação das vistas pela movimentação do corpo e mudanças de pontos de vista. Um vídeo montado numa pequena caixa descreve a performance do folhear das páginas quando em “estado livro”.

O título da obra faz referência às espécies invasoras na cidade: a vegetação que cresce descontrolada e que não se deixa domesticar.

O papel como material tridimensional atua no espaço ao mesmo tempo que contém imagens na sua superfície bidimensional. A pesquisa a partir dos desdobramentos e relações entre os espaços a duas e três dimensões está na base desta série, onde a bidimensionalidade do papel é posta em causa a partir da perfuração do mesmo. O papel torna-se objeto, as aberturas oferecem uma nova dimensão ao desenho. Este projeto surgiu da pesquisa iniciada em Uplift, 2008, agora com o intuito de intervir no espaço e criar uma relação com o corpo.

Aguarela e tinta sumi sobre papel, cabo de aço, madeira, pesos de chumbo, fio de linho, molas metálicas, dimensões variáveis. Caixa fechada: 60x42x9 cm.

Invasive Species, 2010–11. Vista na Casa das Artes, Vigo, 2011.
Invasive Species, 2010–11. Vista na Casa das Artes, Vigo, 2011.
Invasive Species, 2010–11.
Invasive Species, 2010–11.
Invasive Species, imagem do vídeo, 2010–11.
Invasive Species, imagem do vídeo, 2010–11. Fotografia: Luísa Ferreira.
Invasive Species, 2010–11.
Invasive Species, 2010–11.

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